Percorrer caminhos paralelos. Caminhos construídos pela convivência, pelo estar em um determinado espaço comum, estabelecendo elos. Paralelos pelo fato de que estes percursos não se cruzam, não deixam de ser individuais.Percorrem estradas que foram da Serra do Mar, onde a linha não escurecia, mas clareava atalhos de bicicleta, pararam em lanchonetes, alimentaram-se, deixaram-se estar por dentro do ser humano,chegando às suas vísceras, explorando o que há de sensível.

Correram por calçadas levando a serem ilustrados em lugares onde nem mesmo queriam estar. Retrataram-se em espaços fechados, passaram por viadutos poéticos, olharam para as vitrines das lembranças onde repousavam as bonecas já não vistas só como objetos.
Chegaram às ruas já há muito não percorridas, envelhecidas, mas respeitadas, repletas de linhas na expressão da face. Por fim, na busca do olhar, andou-se para a luz, e nela encontrou-se caminho na essência da linha, não só desenhada, mas costurada.Francisco Cardoso


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